Mas AIDS de novo?
Nunca é demais ressaltar uma informação relevante. O risco de parecer repetitivo muitas vezes caminha ao lado do combate à AIDS. Se a cada vez que algo for dito uma pessoa a mais tomar consciência de como deve se prevenir, o velho discurso não soará mais como simples ladainha.
Arrisco a dizer que a geração atual cresceu conhecendo o HIV, a maior parte deles acompanhou sua crescente incidência a partir de 1980, quando foi identificado o primeiro caso de infecção no Brasil. De acordo com o site DST-AIDS, a partir da metade da década de 1990, com a popularização das informações e presença marcante de campanhas de prevenção, a curva de soropositivos no país começou a sofrer uma sensível queda. Atualmente 620.000 pessoas no Brasil vivem com o HIV, destas, 310.000 têm AIDS e apenas 125.000 estão em tratamento, segundo dados da Unaids e Ministério da Saúde.
Não quero com as informações abaixo zerar os casos de soropositivos no mundo. Que só por hoje uma única pessoa se previna e estarei satisfeito. “Todo mundo é muita gente”, como se costuma dizer. Pois que seja mais uma, que seja mais um elo, mais um parceiro nesta caminhada.
Pega não pega
Hoje em dia fazer tatuagem, colocar piercings e brincos dos mais variados formatos não representa colocar a vida em risco. Profissionais comprometidos com a higiene e saúde dominam este segmento que se desenvolveu tanto nos últimos tempos. Da mesma forma, os instrumentos de manicure passam por eficazes processos de esterilização, cabe a nós manter a vigilância de tais condições.
Apesar de o HIV estar presente no esperma, essa não é a única forma do vírus ser transmitido em uma relação sexual. Há, também, a possibilidade de infecção pela secreção expelida antes da ejaculação ou pela própria secreção da vagina. Ou seja, mesmo na ausência de ejaculação durante o ato sexual é possível ser infectado pelo HIV.
Para beijos vale dizer que só quando há uma lesão grave na gengiva e sangramento na boca existe risco de contaminação. No mais, tudo permitido. Já para o sexo oral comparado a outras formas de contágio (sexo vaginal, sexo anal e compartilhamento de seringas, por exemplo), o risco é baixo, segundo o site http://www.aids.gov.br/ .
